2026-01-21 | Notícias
Até 8 de fevereiro de 2026 | Várias igrejas no município
A segunda temporada do Festival Internacional do Órgão e da Música Sacra (FIOMS) volta a ocupar igrejas de referência do Maia, com quatro concertos de entrada livre que confirmam a ambição do projeto: fazer da música sacra uma experiência acessível, contemporânea e culturalmente relevante. Uma iniciativa que cruza património, música e nomes maiores do panorama internacional.
Depois de uma primeira temporada que reuniu mais de cinco mil espectadores, o FIOMS afirma-se como um dos festivais mais consistentes do Norte do país, que aposta numa programação regular, sustentável e artisticamente exigente. O órgão de tubos surge aqui não como peça de museu, mas como instrumento vivo, capaz de dialogar com diferentes épocas, formações e linguagens musicais.
O momento mais aguardado da temporada chega a 23 de janeiro, na Igreja de Nossa Senhora da Maia, com Back do Bach, protagonizado por Olivier Latry. Organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris desde os 23 anos, Latry é uma referência absoluta no panorama mundial do órgão. Virtuoso, improvisador de exceção e intérprete habitual das mais prestigiadas salas internacionais, a sua presença no município da Maia coloca o festival num patamar raramente acessível fora dos grandes centros culturais europeus.
A programação prossegue a 31 de janeiro, na Igreja Paroquial de Milheirós, com Órgão e saxofones em diálogo — de Saint-Saëns a Rachmaninoff, ao juntar o organista Samuel Pinto ao Quest Quintet. Um concerto que cruza tradição e modernidade e que abre novas possibilidades sonoras dentro do repertório clássico.
O encerramento acontece a 8 de fevereiro, no emblemático Mosteiro de Moreira, com A inesgotável riqueza da música sacra alemã do século XVII, interpretado pelo Ludovice Ensemble. Um regresso às raízes da música sacra europeia, num espaço onde arquitetura e som se reforçam mutuamente. Programa completo aqui.
Com entrada gratuita em todos os concertos, o FIOMS continua a afirmar o município da Maia como território ativo na programação cultural do Grande Porto, ao integrar uma rede alargada de municípios e valorizando espaços patrimoniais através da música. Um convite claro a ouvir, parar e entrar.